• Carlos MSilva

RX: "Ronaldo" olha para os colegas e será que Acredita?

Atualizado: 26 de Nov de 2019

"Ronaldo" olha para os colegas e será que Acredita... (lê-se em 2 minutos)

Coach!

Hoje vamos falar em como o treinador pode equilibrar a percepção da sua equipa sobre as capacidades para uma competição.



Em 2 posts anteriores falamos sobre a importância das convicções do treinador, e da diferença para as convicções dos atletas sobre a sua capacidade de conseguir atingir um resultado ou não.

Sugiro que assistas a esses dois posts, e deixo aqui o link:

https://www.treinadorpro.com/blog/apos-sofrer-golo-vamos-atras-do-resultado


Se um treinador não acredita nas capacidades da equipa, vai montar uma estratégia limitada para a competição.

Se um treinador acredita demasiado nas capacidade da equipa, vai montar uma estratégia demasiado ambiciosa que pode colocar a sua equipa em perigo, pelo menos do ponto de vista dos seus atletas, o que fará com que eles tenham medo de se expor...


Então torna-se importante fazer um EQUILIBRIO!


Mas como garantir esse equilíbrio?

Partilho contigo algumas dicas que dei na sessão de mentoring ao treinador que me fez essa questão. Podes assistir aqui:

Pois bem, então vamos lá escrever o que abordei na sessão:


0. Fazer uma escala de capacidade.

1. Fazer o diagnostico de capacidade da equipa nessa escala.

2. Fazer o diagnóstico da percepção da capacidade dos atletas sobre a equipa no todo.

3. Fazer o diagnóstico da percepção da capacidade que os atletas têm uns dos outros.


Quando o treinador faz isto, com a técnica certa, com a escala adequada, e com a sua capacidade natural e treinada de avaliar a sua equipa, o treinador poderá utilizar exemplos das conversas que teve com os atletas para desfazer algumas ideias, e levar os atletas a acreditar no próximo nível de capacidade, e só depois poderá montar a estratégia para elevar a equipa para essa capacidade.


Foi esse o trabalho que desenvolvi depois com o Rúben.


Fizemos uma escala de capacidade/ convicções, depois ele já poderia avaliar a capacidade da sua equipa, e perceber através da conversa com a sua equipa, onde é que a percepção dos atletas estava relativamente à escala que estava criada, para depois definir-se a estratégia que a equipa poderia ter para "ir para cima deles".


Por exemplo, para passar de conseguir fazer 10 remates na 1ª parte para, vamos massacrar nos primeiros 12 minutos (criando a definição de massacre).


É importante definir um conjunto de vários níveis na escala.


Não iria funcionar se a equipa estivesse a produzir uma convicção de, "vamos só contra-atacar e depois marcar um golo em bola parada" com a exigência da parte do treinador de "vamos massacrar nos primeiros 12 minutos".


Daí a importância de saber como diagnosticar, como neutralizar e como influenciar convicções nos atletas.


Um forte abraço,

Carlos MSilva

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